Não consigo colocar significado em cada fonema
Envergonharia os meus mestres que não conheci
Não penso ao pontuar, não escolho exclamações
Que se aparecem porventura são para enganar a mim
A mediocridade de cada linha parida me pede
Constantemente para parar.
Mas não posso e nem quero e nem vou e continuo
Com a certeza de que sou ridículo em cada verso
Pois tudo o que havia para ser escrito já o foi
E de forma muito mais elegante e elaborada que esta
Porque me falta estilo, conhecimento, vivência
Falta o algo mais.
Duas estrofes, seis frases, não importa.
Não há nada mais humano do que tecer
Mesmo que o bordado não cai bem sobre o corpo
Quem quiser explicar algo a alguém que use a matemática.
Nem sei aonde estou indo porque improviso.
Esta é a arte do preguiçoso.
Postado por Mateus Campos