Pois que é noite; aqui dentro permanece.
Querem guardar o sol do céu para si.
As estrelas, beleza incontestável,
já não podem ser nada. Nada podem
porque nada querem e o não são.
Ao redor é a sombra.
Um contorno, silhueta fraca,
esguia.
Pouca.
Que atraiu a luz. A luz, que desfez
ele ela sem o saber.
Ou antes
sabendo-o ignorando-a cortou-lhe podou-lhe os galhos.
Que então alguém pergunte:
Por que há noite?
Porque à noite.
Ser tão só não é incomum.
O assim é o fato final.
Mas o caminho há de ser uma vereda fértil, florida, extensa e que [esconde o porvir de lá.
É que quando se vê se foi.
E o cosmo, vastidão aparente,
é verdadeiramente pó.
Postado por Mateus Campos