Queria tirar uma foto
para congelar a alma
de um momento que gostei.
Mas o espírito não reside na imagem
e sim nas sensações.
Vou me lembrar de como me senti?
Queria parar o mutável
para interromper o fluxo da água
de um rio que não vejo na cidade.
Mas os carros à frente se adiantam
e o pelotão invisível marcha.
Por que não se deter às vezes?
O filme vai sempre para um fim
que as pessoas acompanham, mesmo
de cabeça baixa.
A lógica deve ser fixa?
Vai chegar o dia
quando enfim vão perceber:
sim, há mesmo um reflexo no espelho.
Vão ver que nem sempre
é preciso andar para evoluir.
Estou parado.
Postado por Mateus Campos