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	<title>O Fazer Escrito</title>
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	<description>Viver não é preciso; escrever é essencial</description>
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		<title>O Fazer Escrito</title>
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		<title>Morremundo</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 22:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>
		<category><![CDATA[Hai-Kai]]></category>

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		<description><![CDATA[o marimbondo moribundo
morrendo no mar de bundas
de um ônibus imundo.
Postado por Mateus Campos
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>o marimbondo moribundo<br />
morrendo no mar de bundas<br />
de um ônibus imundo.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fazerescrito.wordpress.com/383/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fazerescrito.wordpress.com/383/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fazerescrito.wordpress.com/383/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fazerescrito.wordpress.com/383/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fazerescrito.wordpress.com/383/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fazerescrito.wordpress.com/383/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fazerescrito.wordpress.com/383/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fazerescrito.wordpress.com/383/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fazerescrito.wordpress.com/383/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fazerescrito.wordpress.com/383/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=383&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Apelo</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/10/19/apelo/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/10/19/apelo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 04:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois que se eu morresse agora, a imagem que ficaria de mim seria aquela que beiraria a perfeição. Por que, meu Deus, por que então não me conceder esse desejo e me levar para junto de ti, não num momento de desespero &#8211; ao contrário. Deixe que o vivido até aqui se traduza como os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=379&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Pois que se eu morresse agora, a imagem que ficaria de mim seria aquela que beiraria a perfeição. Por que, meu Deus, por que então não me conceder esse desejo e me levar para junto de ti, não num momento de desespero &#8211; ao contrário. Deixe que o vivido até aqui se traduza como os momentos de sublimação do ser imperfeito que, por não ter sido conhecido em sua totalidade, transmite uma ideia que jamais seria o real. O tempo se encarregaria da saudade, as poucas fotos alimentariam a alma até a hora em que o coração, a seu ritmo, começaria a esquecer. Ao que o Senhor poderia retrucar, &#8220;Mas não é você quem diz que a felicidade de alguns segundos compensa a desgraça que espreita cada passo?&#8221; Diria que sim, e me surpreenderia por Sua onisciência falsa de não ter entendido ainda que os conselhos que damos para alguém nunca servem para nós mesmos.</p>
<p>Para mim falta a capacidade de. Então, se tiver de condenar, que seja somente a mim. Eu, que jamais acreditei na Sua força superior; que nesse instante em que escrevo duvido da Sua existência; que estou por ter qualquer vestígio de um criador. Veja que a despeito de tudo apelo para o Senhor. Tamanho é o desespero &#8211; sim, é de fato desespero, já que me contradigo, minto e me engano descaradamente. Que seja indolor &#8211; para mim e aos demais &#8211; quase uma extensão do sono para o qual em breve me dirijo.</p>
<p>Ou então que me arranque da cabeça o pouco que sei. Ou acho que sei. Faça de mim um ignorante completo, não parcial. Tire de mim qualquer resquício de raciocínio porque não quero nem devo pensar &#8211; e é o pensar que me tem angustiado há anos. Não, faça o que foi solicitado primeiro: me leve para junto de ti e que de mim reste apenas a lembrança boa, pois mentirosa, daquilo que acreditam que fui. Mas como abrir mão de algo tão maravilhoso? A culpa é Sua de a lógica das coisas ser assim?</p>
<p>Pai, não perdoai-nos. Sempre sabemos o que fazemos.</p></blockquote>
<p>- No envelope em que foi encontrada essa carta se lia: &#8220;Único documento autêntico que deixo&#8221;</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fazerescrito.wordpress.com/379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fazerescrito.wordpress.com/379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fazerescrito.wordpress.com/379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fazerescrito.wordpress.com/379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fazerescrito.wordpress.com/379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fazerescrito.wordpress.com/379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fazerescrito.wordpress.com/379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fazerescrito.wordpress.com/379/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fazerescrito.wordpress.com/379/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fazerescrito.wordpress.com/379/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=379&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Instantes</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/10/16/instantes-2/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/10/16/instantes-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 02:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Queria tirar uma foto
para congelar a alma
de um momento que gostei.
Mas o espírito não reside na imagem
e sim nas sensações.
Vou me lembrar de como me senti?
Queria parar o mutável
para interromper o fluxo da água
de um rio que não vejo na cidade.
Mas os carros à frente se adiantam
e o pelotão invisível marcha.
Por que não se deter [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=377&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Queria tirar uma foto<br />
para congelar a alma<br />
de um momento que gostei.<br />
Mas o espírito não reside na imagem<br />
e sim nas sensações.<br />
Vou me lembrar de como me senti?</p>
<p>Queria parar o mutável<br />
para interromper o fluxo da água<br />
de um rio que não vejo na cidade.<br />
Mas os carros à frente se adiantam<br />
e o pelotão invisível marcha.<br />
Por que não se deter às vezes?</p>
<p>O filme vai sempre para um fim<br />
que as pessoas acompanham, mesmo<br />
de cabeça baixa.<br />
A lógica deve ser fixa?</p>
<p>Vai chegar o dia<br />
quando enfim vão perceber:<br />
sim, há mesmo um reflexo no espelho.<br />
Vão ver que nem sempre<br />
é preciso andar para evoluir.</p>
<p>Estou parado.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Desfazendo</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/25/desfazendo/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/25/desfazendo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 20:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem]]></category>

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		<description><![CDATA[*Para Mary e seu aniversário
Todos os anos uma vela se acende
só para ser consumida em seguida
em um ritual sem senso.
Ela nos lembra que o tempo
é marcado e dominado pelo fogo
símbolo da despedida e da
pequena morte.
Pois a grande despedida já vem
e não será definitiva.
Hoje, dia em que as circustâncias te levam
mais um pouco de vida, fecha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=373&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>*</em><em>Para Mary e seu aniversário</em></p>
<p>Todos os anos uma vela se acende<br />
só para ser consumida em seguida<br />
em um ritual sem senso.<br />
Ela nos lembra que o tempo<br />
é marcado e dominado pelo fogo<br />
símbolo da despedida e da<br />
pequena morte.<br />
Pois a grande despedida já vem<br />
e não será definitiva.</p>
<p>Hoje, dia em que as circustâncias te levam<br />
mais um pouco de vida, fecha os olhos;<br />
preenche com a fumaça da chama recém-extinta<br />
o vazio do peito.<br />
O ar carregado com acenos de mãos.</p>
<p>Vai, e volta se quiser.<br />
Aqui vai ter sempre um lar.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fazerescrito.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fazerescrito.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fazerescrito.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fazerescrito.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fazerescrito.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fazerescrito.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fazerescrito.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fazerescrito.wordpress.com/373/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fazerescrito.wordpress.com/373/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fazerescrito.wordpress.com/373/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=373&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Aproximação</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/20/aproximacao/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/20/aproximacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 01:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/20/aproximacao/</guid>
		<description><![CDATA[Quando tudo é dito pelo silêncio, parece que alguma coisa não está acontecendo. As palavras, outrora símbolo da compreensão, não serviam para nada ali &#8211; pior: atrapalhavam.
Olhavam-se, entreolhavam através de vultos que passavam sem cessar. Era uma comunhão tácita, calada, portanto não-realizada e ainda a ser cumprida. Dois seres tateantes às escuras sem o toque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=371&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quando tudo é dito pelo silêncio, parece que alguma coisa não está acontecendo. As palavras, outrora símbolo da compreensão, não serviam para nada ali &#8211; pior: atrapalhavam.</p>
<p>Olhavam-se, entreolhavam através de vultos que passavam sem cessar. Era uma comunhão tácita, calada, portanto não-realizada e ainda a ser cumprida. Dois seres tateantes às escuras sem o toque em si.</p>
<p>&#8220;Você sabe que eu estava aqui pensando&#8230; O que falar para você agora, como te abordar sem ser ridículo? Se eu falasse, &#8216;Opa, tudo certo? Já escolheu o que vai fazer?&#8217;; &#8216;Ah, você não é amiga dela? Ela é muito legal&#8217;. Sei lá, podia tentar bolar mais alguma coisa, mas tudo seria meio forçado, você não acha? E já anda tudo tão artificial hoje em dia entre as pessoas. Você parece ser alguém bem largada no sentido bom da palavra, desencanada com isso, entende? Meio que sem censura, direta. E mais uma vez eu olhei para você e você olhou para mim. Você sabe que não foi a primeira e não vai ser a última. Não quero perder mais tempo. Então é isso: com um pouco de receio, mas sem medo de ser estranho, idiota ou ridículo, queria te falar apenas &#8216;oi&#8217;. Sim?&#8221;</p>
<p>Mas isso só se sonhava. Talvez o valor de tudo esteja contido na travessia em si, sem preocupações de onde se parte e onde se chega.</p>
<p>Continuou a não falar para ela as coisas mais sinceras. Não se sabe como terminou a estória, e o mais provável é que nem tenha começado.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fazerescrito.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fazerescrito.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fazerescrito.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fazerescrito.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fazerescrito.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fazerescrito.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fazerescrito.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fazerescrito.wordpress.com/371/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fazerescrito.wordpress.com/371/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fazerescrito.wordpress.com/371/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=371&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Sinédoque</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/09/sinedoque/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/09/sinedoque/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 04:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Charlie Kaufman]]></category>
		<category><![CDATA[Synecdoche: New York]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei por onde começar quando tudo parece resumir o que é a vida, ou então a morte. Pois passamos anos esperando que algo aconteça na fração de segundo em que estamos aqui. Não nos damos conta de que o tempo em que não existimos e depois de nossa morte é incalculavelmente maior do que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=368&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignright size-full wp-image-367" title="synecdoche-new-york-02-100" src="http://fazerescrito.files.wordpress.com/2009/09/synecdoche-new-york-02-100.jpg?w=169&#038;h=206" alt="synecdoche-new-york-02-100" width="169" height="206" />Não sei por onde começar quando tudo parece resumir o que é a vida, ou então a morte. Pois passamos anos esperando que algo aconteça na fração de segundo em que estamos aqui. Não nos damos conta de que o tempo em que não existimos e depois de nossa morte é incalculavelmente maior do que o breve excerto quando nos encontramos nessa terra. E, no entanto&#8230; Nada.</p>
<p>Sempre acreditei que seria o primeiro a morrer. Vi quando ela foi embora com a minha filha, soube da morte dela e estive com a minha filha antes de ela partir. A peça só foi possível porque eu estava lá. Depois de anos tentando descobrir como terminar, percebi que o fim seria como é para tudo que vive. O fim é um piquenique, é um texto que se lê, uma peça que se escreve. E os personagens que vemos em toda a parte somos nós. Incorporamos as pequenas características de todo mundo e de ninguém.</p>
<p>Queria ter feito aquele piquenique com a minha filha. Mas eu a abandonei. Tudo sempre se resumiu a mim, e nem sequer notei que durante vinte anos alguém me seguia. Só que ele errou, já que eu não pulei. Ou será que pulei e não me lembro? Sim, porque pular ou não pular depende do ponto de vista, da perspectiva. Ela, a que pintava as pequenas coisas, já tinha visto o que viria lá na frente. Porque a ordem das coisas nem sempre é cronológica. É, é isso: está decidido antes mesmo de acontecer.</p>
<p>Como uma escolha afeta milhares de outras minúsculas coisas. Seria possível interpretar a nós próprios? A óbvia confusão gera improviso, engendra uma cena natural e ao mesmo tempo ensaiada, pois é feita a partir da observação de um comportamento anterior que o justifica. Agora você será eu, eu serei ela. No outono, às 7:45 daqui a vários anos, terei em minha mente a imagem do relógio. Pode ser que tudo se resuma à minha cabeça apoiada no ombro de uma estranha.</p>
<p>E onde estariam os leitores dessa carta? Quem vai assistir a mais recente peça que escrevi? Mas os protagonistas somos nós, o que acontece dentro daqueles apartamentos se sustenta em si. Uma casa em chamas, visitas a médicos, relacionamentos, isso não importa num lugar onde tudo e nada acontece. Então, será que devemos de fato esperar que as coisas simplesmente aconteçam? Pois esperar já é fazer algo. A história da estória vai sendo construída à medida que é pensada, e seremos o mais respeitável público que poderemos ter; os leitores mais adequados para decifrar as linhas tecidas ao longo dos anos de espera da morte.</p>
<p>A frase é uma frase em si e se basta. Você recebeu uma massagem. Você está com dor de barriga. Mas não tente agir como se quisesse representar a minha vida. Seja a sua estória, ande dali pra cá como se fosse você mesmo. É tudo a mais pura verdade forjada. Se tivesse que resumir, usaria as palavras que ouvi dela quando lhe perguntei se a tinha decepcionado de alguma forma: “Quando mais a gente conhece alguém a fundo, mais a gente se decepciona”.</p>
<p>Agora sei como vou terminar a carta. E se todos&#8230; morressem?</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://fazerescrito.wordpress.com/2009/09/09/sinedoque/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1mUKCOdpVoo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>Resposta</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 04:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[conversas]]></category>
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		<description><![CDATA[Pelo menos pra mim há claramente coisas em nós que nos distinguem e que passam longe da conclusão que os outros têm sobre nós (embora o Machado ache que isso é mentira, que nós mais pensamos que somos do que somos realmente &#8211; mas eu concordo com ele em absoluto, também!). Não quero apaziguar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=365&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><blockquote><p>Pelo menos pra mim há claramente coisas em nós que nos distinguem e que passam longe da conclusão que os outros têm sobre nós (embora o Machado ache que isso é mentira, que nós mais pensamos que somos do que somos realmente &#8211; mas eu concordo com ele em absoluto, também!). Não quero apaziguar o desconforto que causa a leitura do Machado, mesmo porque você sabe que eu gosto muito de coisas incômodas, mas acho que o conto, como qualquer teoria (já que ele se subintitula teoria) não abrange o todo e a variedade, ainda mais da &#8220;alma humana&#8221;.</p></blockquote>
<blockquote><p>Um exemplo prático do que eu quero dizer é o fato de termos sorte o suficiente para conseguirmos escrever. A nossa produção é uma prova do que temos por dentro e que quase sempre (e por isso escrevemos) é um despejo, um grito que confronta o que é pensado ou dito por aí, ou mesmo que não se oponha frontalmente, contrasta de leve. E nesse sentido acho, sinceramente, que podemos sim ser &#8220;individualmente&#8221;, embora não só. Por isso é bom que pensemos sempre no conjunto, ainda que no momento estudando só o Machado. É bom lembrar dos outros escritores e o acúmulo de impressões diversas sobre o mundo que as leituras sugerem. Pois afinal é a graça da literatura, aquelas opiniões que nos convencem, mas que, se comparadas umas às outras, se sobrepõem, se desmentem, tornam-se contraditórias e se mostram insuficientes se isoladas, mas, mesmo depois de tudo isso, continuam com sua força inicial e nos convencendo como no início&#8230; Porque nós mesmos somos muito contraditórios e oscilantes, uma bagunça interior que convive junto o tempo todo.</p></blockquote>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p style="text-align:left;">Como disse Juca Kfouri em um programa na TV dias atrás, há coisas que são ditas e escritas no particular que merecem ser postas no público para que os demais possam apreciá-las e aprender com elas. Não cito o nome da pessoa pois sequer lhe pedi autorização para isso, mas o trecho acima é parte editada de uma resposta que recebi de um e-mail sobre o desconforto causado após a leitura do conto &#8220;O espelho&#8221;, de Machado de Assis. O texto trata da opressão da alma interior pela alma exterior, ou seja, a absoluta potência da imagem que os demais têm de nós a partir do cargo e função social que exercemos contra a praticamente inexistente qualidade interior. Achei as palavras tão fortes, significativas e verdadeiras que decidi colocá-las aqui no blog. Se a pessoa estiver de acordo, revelo a identidade em breve. Basta saber que é de autoria de alguém que prezo como poucos.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
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	</item>
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		<title>Quintal de Quental</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/08/26/quintal-de-quental/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 15:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[brincadeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Como são os que querem comover?
Como ver os que querem comoção?
Como sim como não
como vêm como veem
comover comoção.
Como? Veem o que são?
Sim, e como comovem!
Postado por Mateus Campos
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=362&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Como são os que querem comover?<br />
Como ver os que querem comoção?<br />
Como sim como não<br />
como vêm como veem<br />
comover comoção.<br />
Como? Veem o que são?<br />
Sim, e como comovem!</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/fazerescrito.wordpress.com/362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/fazerescrito.wordpress.com/362/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/fazerescrito.wordpress.com/362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/fazerescrito.wordpress.com/362/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/fazerescrito.wordpress.com/362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/fazerescrito.wordpress.com/362/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/fazerescrito.wordpress.com/362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/fazerescrito.wordpress.com/362/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/fazerescrito.wordpress.com/362/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/fazerescrito.wordpress.com/362/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=362&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sintonia do descompasso</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/08/18/sintonia-do-descompasso/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 04:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[De nossa autoria]]></category>
		<category><![CDATA[conversas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela estava sentada em um banco olhando o céu encoberto. Parecia querer que a força dos olhos dissipasse as nuvens que insistiam em se reunir ali. A expectativa não era de chuva. Vendo-a de longe, ele se aproximou sem pressa, a conversa ainda uma incógnita. Percebendo a sombra chegando, ela não deixou que sua contemplação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=360&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ela estava sentada em um banco olhando o céu encoberto. Parecia querer que a força dos olhos dissipasse as nuvens que insistiam em se reunir ali. A expectativa não era de chuva. Vendo-a de longe, ele se aproximou sem pressa, a conversa ainda uma incógnita. Percebendo a sombra chegando, ela não deixou que sua contemplação fosse interrompida.</p>
<p>- Falou com ela?</p>
<p>Uma pausa. Ela não gostava de responder imediatamente. Não como forma de irritar o interlocutor, mas simplesmente porque fazia parte de sua natureza organizar o pensamento antes de se expressar.</p>
<p>- Já. Ficou tudo bem, respondeu sem voltar a cabeça.</p>
<p>- Ah, que bom. Fico feliz, você sabe disso.</p>
<p>Silêncio. A introdução se deu quando ele ainda estava de pé. Agora, ele se sentava ao lado dela curvado para frente e com os cotovelos apoiados nas pernas. Os olhos fitavam o chão. Um carro passou em alta velocidade produzindo um ruído que certamente chamaria a atenção dos dois. Não houve mudança de comportamento.</p>
<p>- E você&#8230;? Ela já foi?</p>
<p>- Ainda faltam alguns meses. O que eu vou fazer?</p>
<p>- É&#8230; acho que não tem o que fazer.</p>
<p>- Então é isso?</p>
<p>- É isso.</p>
<p>Pela primeira vez, ela saiu do céu e regressou para a terra, o olhar na direção dele, porém não exatamente nele. De sua parte, ele retribui o quase olhar. Penetrando-lhe enfim os olhos, ela recomeçou.</p>
<p>- É isso, sim. Mas a culpa é sua principalmente. Você não tem um foco definido. Sei que na semana que vem você vai vir com outra estória. E logo vai esquecer.</p>
<p>- Você tem razão. Talvez. Não sei.</p>
<p>Ele não tardava em responder. Era como uma reação espontânea a um estímulo, um instinto, uma provocação que contava pouco com a cabeça.</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>- Por que&#8230; por que você é tão volúvel?</p>
<p>- Eu? E ela?</p>
<p>- Ela não me interessa, eu estou perguntando de você. Não foi ela quem te disse que você exagerava os sentimentos e que, na verdade, não sentia tudo isso? Acho que é por aí mesmo.</p>
<p>- Não tente entender, desconversou ele.</p>
<p>Um barulho quase imperceptível veio tirar-lhes a sintonia. Um pássaro, que fizera um ninho em uma árvore próxima, cantava o anúncio do fim das nuvens, que se despediam de modo sorrateiro, escapando pela porta dos fundos. O azul foi se mostrando mais intenso, mais total. Era como um mundo de mentira, pois as coisas jamais seriam tão harmoniosas quanto aquele cenário desenhado à mão por um talentoso artista.</p>
<p>Ele se levantou e se recostou na árvore do passarinho. Ela voltou a contemplar o céu.</p>
<p>- Você sabe o que vai acontecer daqui a alguns anos, não?</p>
<p>Silêncio.</p>
<p>- Vai chegar o dia em que isso não será mais possível. Vai chegar o dia em que a gente não vai mais poder conversar como agora. Você estará em um lugar, eu em outro.</p>
<p>Ela suspirou. Não como um sinal de enfado, mas como se, naquele momento, se desse conta de uma fatalidade que era óbvia há muito tempo.</p>
<p>- Eu sei, rebateu em voz baixa enquanto olhava para ele. Quando estiver sozinha vou me lembrar das suas palavras. Vou me lembrar da época em que a gente vinha até aqui pra conversar. Vou olhar para o lado e você não estará lá.</p>
<p>- E aí você vai fazer o quê?</p>
<p>- Vou olhar para o céu.</p>
<p>- Mas ele não vai poder te falar nada e nele você não vai encontrar o que procura.</p>
<p>- E você, tem alguma ideia do que procura?</p>
<p>- Não.</p>
<p>- Então olhe mais para cima.</p>
<p>Em vez disso, ele baixou os olhos. A garganta estava seca, sentindo calafrios e repentinamente um mal-estar o invadiu. Ela continuou a fixá-lo com seus olhos sempre doces e puros que contrastavam com seu discurso. Ergueu-se e foi ao encontro dele, tomando-o pela mão e fazendo com que se sentasse vagarosamente no banco.</p>
<p>- Isso, agora fique aqui comigo. E não se preocupe. Ela vai embora, eu vou embora e você um dia também vai embora. Todos vão, ninguém nunca fica. Sabe o que vai sobrar?</p>
<p>Agora foi ele que respondeu sem palavras.</p>
<p>- Nem o céu vai sobrar. Lá em cima é só um reflexo daqui. No final, são olhos fechados, algumas vozes e uns poucos pensamentos.</p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
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			<media:title type="html">Gustavo Hitzschky</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Davi Arrigucci Jr. na Flip 2009</title>
		<link>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/08/14/davi-arrigucci-jr-na-flip-2009/</link>
		<comments>http://fazerescrito.wordpress.com/2009/08/14/davi-arrigucci-jr-na-flip-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 19:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Hitzschky</dc:creator>
				<category><![CDATA[Flip 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Arrigucci Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Flip]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>

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		<description><![CDATA[É uma pena que os vídeos mostrem somente uma parte ínfima do grandioso discurso do professor Davi Arrigucci Jr. sobre Manuel Bandeira. Para mim, foi a melhor mesa da Flip, mesmo contando apenas com uma pessoa e sem qualquer intermediador &#8211; na verdade, acho que esse último fato até contribuiu para a beleza e fluência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=fazerescrito.wordpress.com&blog=1109453&post=356&subd=fazerescrito&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>É uma pena que os vídeos mostrem somente uma parte ínfima do grandioso discurso do professor Davi Arrigucci Jr. sobre Manuel Bandeira. Para mim, foi a melhor mesa da Flip, mesmo contando apenas com uma pessoa e sem qualquer intermediador &#8211; na verdade, acho que esse último fato até contribuiu para a beleza e fluência da coisa. Subi esses vídeos ontem à noite no <a href="http://www.vimeo.com/user2165650"><strong>Vimeo</strong></a> e peço desculpas por dois motivos: a demora em publicá-los e as imagens um tanto tremidas. Isso aconteceu porque, ao mesmo tempo que registrava a conferência com a câmera do meu celular, anotava o que o professor falava. Aliás, dia desses posto também as anotações que fiz ao longo da mesa.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'>
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</span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'>
<object type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" data="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6094137&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA">
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	<param name="allowfullscreen" value="true" />
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	<param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6094137&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=01AAEA" />
</object>
</span></p>
<p style="text-align:right;">Postado por Mateus Campos</p>
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