Naturalmente humano

Catavento jogado aos quatro ventos
é o que sou.
O vento vem lento.
Atiro interrogações ao mar
mas ele não pára para
reparar no que acontece.
E o riacho?
Ele ri, acho.
Pelo menos o sol é solidário
e só, mas só.
Imita-me por inveja porque
durante algumas horas
queria não ter brilho algum.
A lua, no lugar dele,
não;
logo que ladeia a linha
do horizonte longe
traz consigo um exército.
Gosta de mostrar que tem amigos.

É então que percebo:
essa estranha, mas coerente explicação
se faz presente.
Olhar para natureza
é reconhecer-se num espelho.
Abandonada, confusa
Decidida, sorridente
Isolada, acolhida.
Ela é assim.
Sou cria sua
então eu também.

08/06/07 – 09:46 p.m.

Postado por Mateus Campos

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