Rúbia

A pretensão, Rúbia, daqueles que me precederam
terei jamais. Minha obra,
se tais rabiscos merecem qual denominação,
servir-te-ão para primavera perenizar.
Tu, que dos céus infortúnios e tormentas
recebeste tal dilúvio divino e desditoso,
já, em vida, tua parte sofreste.
Que o papel dure, assim, tanto quanto
os deuses ainda te dão no mundo;
que pereça, tão logo te despedes.

22/08 – 6:20 p.m.

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Impossível não assistir a uma aula de Clássicos e não se inspirar com Catulo, Horácio e outros grandes nomes. Simples assim.

Postado por Mateus Campos

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