Do ser

Ridículos, sempre seremos.
Texto inacabado redigido
às pressas e com erros de ortografia.
Sem sintaxe.
Papel em branco
cujo desenho e história são traçados
por linhas tortas.

Originais até o momento em que
abrimos os olhos e vemos a luz.
E então choramos como todos.

Lutaremos hoje contra
a causa que defendemos
ontem.
Sofrimentos e pesares
outrora acompanhados de soluços
já não passam de debochada gargalhada.

Somos ridículos, sim
nos amores, medos, inseguranças.
Inclusive em metáforas e poemas.
Estas são as maiores afrontas.

13/08/2007 – 03:11 a.m.

Postado por Mateus Campos

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