Cinco minutos

Nunca cinco minutos estiveram tão
presentes na língua dos homens.
Na língua e nos corações.
Tão breves, tão serenos, tão ocos, tão pó.
A vontade é que o caminho tome
proporções épicas; que o banho
dure a eternidade que se sabe efêmera.
Que o porvir se estenda indefinidamente.
Mas números e ponteiros são
apressados como o que se atrasa.
E cinco minutos acabam sendo
cinco minutos.
Talvez um pouco menos.
Ou então muito mais.
É o tempo de um sonho
é o tempo de abrir e fechar
é nada, ainda que tudo
é o que se leva para falar sobre ele.

09/02/2008

Postado por Mateus Campos

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