Derradeiro

Por ser o último nunca o primeiro
tentam iludir que aquele será este.
Lá é cá, promessa de dó para si.
Mas vem o acontecimento que faz tudo parar.
Alguém fecha a cortina,
desliga o som
silencia.

Deixar de ser
quem o que não foi.
Uma voz não traz conforto, não
apraz se não for
a voz.
A vós, a sós, a nós – os nós da língua.
Só que sempre é o silêncio.

No fundo, na superfície
é o medo.
Puro, singular, este sim o primeiro.
Primeiro e último no calar do mundo.

Postado por Mateus Campos

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