Flip, o resumo

De 1 a 5 de julho, aconteceu em Paraty a sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty, ou simplesmente Flip. Pretendo fazer alguns posts com informaçãos mais detalhadas sobre algumas mesas que acompanhei. Abaixo segue apenas um resumão geral do evento, tudo aquilo que pude ver e registrar no meu twitter no período que estive lá.

Fiz apenas algumas pequenas correções com relação à grafia, pontuação, essas coisas que às vezes escapam pela pressa de digitar. Favor perdoar eventuais vocábulos chulos, era a empolgação.

30 de junho

– Nem consegui dar uma twitada antes de vir para Paraty. Mas agora cá estou aguardando o início da Flip amanhã.

– Live-tweeting dos debates assim como fiz quando estive em Los Angeles, na E3? Pode ser… Aguardem.

1 de julho

– A comissão organizadora da Flip deveria advertir: Paraty tem galos ativos às duas da matina. Pelo menos foi por pouco tempo.

– Tirei umas fotos, passei pelo centro e um pouco além. Por enquanto está sussa, muita criançada na rua e poucos com cara de turista.

– Voltei pela praia, fiquei um pouco na piscina… Caceta, há quantas décadas não fazia isso? Mesmo… Logo menos, a banda italiana chega.

– Chuveiro queimado e arrumado, la banda na área e um personagem tocando harpa na calçada. Saindo para a abertura da festa com o Arrigucci Jr.

– Ah, sim, o ir e vir até a pousada vai parecer cada vez mais longo com o passar dos dias. Devo emagrecer um bocado.

– Infelizmente o live-tweeting não vai rolar porque seria um castigo às minhas costas levar o note até lá. Mas se pans posto algumas frases.

2 de julho

– Conferência de abertura do Davi Arrigucci Jr. totalmente animal, a tenda dos autores é linda. E a Cachaça Gabriela é a invenção do século.

– Até ia fazer um VT dos meus tweets que foram escritos em um caderno, mas acabei usando quase três páginas. Talvez para o blog mais tarde.

Bruna de Carvalho vai ficar orgulhosa da pequena análise que o Arrigucci fez do “Momento num café”. Até porque nós tivemos o nosso.

– Antes que eu me esqueça. Cantando Lucio Battisti com a banda no centro histórico, o brother que tava na frente se vira e diz que conhece.

– Quais as chances de encontrar um cidadão que reconheça uma canção tão pouco difundida por aqui? Certo, o cara morou lá, mas foi bizarro.

3 de julho

– A melhor coisa de Paraty se chama Gabriela.

– O passeio de escuna de hoje foi bacana, pensei que o café da manhã ia voltar, mas foi suave. Mesmo assim, não consigo relaxar em barcos.

– O ponto alto da conferência “China no divã” foi o figura que traduzia do chinês. “É como se eu fosse um pato e minha mulher, uma franga”.

– A peça baseada na obra da chinesa Xinran que estreou aqui em Paraty é de chorar e arrepiar. E ainda trocamos uma ideia com o Paulo Betti.

– Ah, sim, amanhã tem a mesa do Chico Buarque. Mas não consegui ingresso nem para a tenda do telão e nem me esforcei para tal. Xinguem, bichas.

– Graças à Flip, pude conhecer a tia Márcia, mãe da Luiza, uma das figuras mais lúcidas, sábias, hilárias e porras-loucas que o homem já viu.

– Sejamos mais precisos: a peça que vi se chama “Palavras na brisa noturna”, adaptação livre do livro “As boas mulheres da China”, de Xinran.

– A direção é e Fabio Porchat, que é um cara muito gente boa, competente, e que aparece no Zorra Total.

– Minutos depois de comprar o livro da Xinran, encontro a própria no café ao lado da tenda dos autores. É a mais simpática do evento.

– A mesa “Evocação de um poeta” foi muito fraca. Perderam tempo pra caramba lendo umas poesias bizarras dos próprios livros. Dispensável.

– Hoje no começo da tarde tinha uma galera mandando uma batucada pelas ruas do centro histórico. Mas ficam bem atrás da bateria da Cásper.

– Saio daqui a pouco para acompanhar outra mesa, só que pelo telão. Em seguida é a do Chico. Sem dúvida vai ser o dia mais barulhento.

4 de julho

– A mesa com o Chico e o Hatoum foi deveras da hora. Agora deu pra ver a verdadeira lotação da tenda do telão e arredores.

– E a banda toda ainda conseguiu pegar o autógrafo do Chico e do Hatoum. Fiquei de fotógrafo e bati umas fotos bacanas. Aguardem.

– O debate entre Tezza e Bellatin não teve porrada como eu pensava, mas não deixou de ser um dos mais legais. Devo escrever algo para o blog.

– O sarau da noite teve raros momentos de brilhantismo e muita groselha. Pior que ele tomou tanto o nosso tempo que nem rolou de beber muito.

– Ideia irrefutável: tudo na vida fica mais intenso e divertido quando se está bêbado. Tudo.

– Finalmente encontrei um casperiano de minha época aqui, a Luciana Martins. Ela disse que a Bianca também está na área, mas não a vi ainda.

– Ah, sim, Cissa Guimarães e seu filho João Velho, o popular Catraca, estavam no Sarau. Não vi e não soube até sair. E ela tava do nosso lado.

– Por fim, na volta do sarau, Davi Arrigucci Jr. e Milton Hatoum estavam numa pequena roda com pescoçudos.

– Não fosse a audácia de Gustavo Hitzschky e Luiza Del Monaco, teríamos ido embora sem tirar foto com eles. Groupie de intelectuais, é nois.

– Amanhã tem Gay Talese – aliás eu o vi caminhando por aí com a cara fechada. Tentaremos tenda dos autores, mas vai ser complicado.

– E pra começar o dia, Marcelo Tas fala sobre novas mídias na Flipzona. O problema é que vai começar de madrugada, às 10 da matina.

– Bate-papo totalmente excelente com o Marcelo Tas sobre mídia e tecnologia. Mais uma vez o lado groupie falou mais alto. Ou seja, mais fotos.

– Ontem foi a Luciana Martã, hoje foi a Bianca e a Marcela do JoA. Só tá faltando o Itamar. “Toda aula vai ser essa porra?” também na área.

– Daqui a pouco vou correr para a mesa do ilustre Gay Talese. Vamos tentar conseguir ingresso na hora para a tenda dos autores. Oremos.

5 de julho

– Não sei como, mas rolou de comprar entrada para a tenda dos autores, e consegui ver mestre Gay Talese numa boa.

– Confesso que a mesa em si do Gay Talese teve poucas perguntas devido à prolixidade dele, mas mestre é mestre e o cara é exemplar.

– E ainda deu tempo pra tietagem. Por motivos que desconheço, adiei por anos a compra de “Fama e Anonimato”. Comprei, apesar de já ter lido.

– Corri para pegar autógrafo do mestre Talese e pedi para a Luiza tirar uma foto. Uma vaca da organização embaçou, mas ele me puxou pelo braço.

– Não fosse esse pequeno esforço do mestre, não teria conseguido a foto. Thank you. Thank you very much, sir. Não deu pra dizer mais nada.

– A mesa do António Lobo Antunes foi com certeza a mais transparente e sincera da Flip. Ele, que tem fama de mala, estava bem-humorado aqui.

– “Frank Sinatra não queria falar comigo, mas na verdade eu também não queria falar com ele” -> Gay Talese.

– Sonho de uma noite de São João: peça fantástica e gratuita com a participação do Paulo Betti na Flip. Muita coisa boa aqui é na faixa.

– Faltava encontrar o Itamar, agora não mais. Impressionante, esse cara é uma figura memorável. Pena que não rolou a degustação de Gabriela.

– A banda vai embora amanhã de manhã. Valeu, meninas, Paraty só teve sentido porque vocês estavam aqui.

– Acho que a única coisa que não conseguimos fazer foi visitar o forte. Tudo bem, fica a desculpa para voltar o mais rápido possível.

– Zuenir Ventura e Edson Nery da Fonseca contaram as suas estórias com o poeta Manuel Bandeira, o qual conheceram. Pena que foi muito curto.

– Aliás, o Edson declama várias poesias do Bandeira sem hesitar, segundo o Zuenir Ventura.

– Nem ia ficar para aquela última mesa dos livros de cabeceira, mas uma menina me deu o convite da tenda do telão porque tinha para a tendona.

– Quando a última mesa se encaminhava para o final, começou a cair uma chuva grosseira e abundante em Paraty. Tive que dar um tempo lá dentro.

– Não deu pra comprar Gabriela por causa da chuva, mas prometo que vou me empenhar para fazer isso amanhã de manhã.

– O tempo esteve meio rosca durante grande parte da Flip. Choveu quinta e sexta, e hoje o pé d’água foi mancada. Pelo menos não está frio.

– Nunca mais escolho uma pousada que fica a 14 léguas do centro histórico. As minhas pernas estão hipertrofiadas. Arraso. Mas a dor…

– Acho que é tudo. Se lembrar alguma coisa, twito. Vamos plenajando desde já o ano que vem. O chato é fechar o parênteses e voltar ao real.

– De volta a São Paulo, infelizmente. Consegui comprar duas garrafas grandes e uma menorzinha de Gabriela lá em Paraty. É nozes.

Postado por Mateus Campos

Anúncios

2 comentários sobre “Flip, o resumo

  1. Que gostoso de ler, fico imaginando as sensações. Viagens são tão legais, não?
    Queria ter ido à FLIP, como queria!

    Quero ler mais, depois posta aqui, Gugu.

    Beijoca

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s