Minha inútil antipatia

Um pedido de desculpas assim dessa forma… Desculpe você, mas não posso aceitar.

Simplesmente porque não há nada o que desculpar. A não ser a sua ausência.

O maior mistério em mim é que não existe mistério algum. Coloque os meus óculos e enxergue o que qualquer um pode ver.

E no entando você insiste. Insiste em dizer que sou aquilo que você ainda não sabe nomear. E isso te fascina.

Por favor, não pare. Especialmente quando estivermos sozinhos no centro do nosso mundo e o final de uma dança supostamente anunciar que tudo terminou. Para nós, não. A última nota indica que é hora de você me abraçar. Deixe que nos vejam e que não entendam.

Respondo o seu silêncio com o meu sorriso.

Seu amor e sua delicadeza são baseados na dor. Tudo bem. É que antes não nos conhecíamos…

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When you smile

When you smile
I smile.
Never mind that dance…
I was still away
and now I want to be
as close as I can.

Your face is like a child’s
small, intense, sincere.
Your body, though, reminds me
of the beautiful woman
you have become.

Curves I could never forget
lips I will forever pursue
breasts I always have to kiss
and your eyes
resting on mine
tell me:
What have we done to each other?

That look on your face
that joy in your heart
that life in your kiss.
May them last and be because of me.

Mensagens

– Sabe o que é o mais curioso? Tendo te visto poucas vezes, ainda assim acho que posso dizer que estou com saudade de você.

– O engraçado é que eu quero muito te ver. Cada vez que não consigo, me deixa tão triste que não sei nem o que dizer. Será que é possível essa saudade existir e ser recíproca?

– Talvez eu não acreditaria nesse tipo de saudade se alguém viesse me contar uma história assim. Mas agora, vivendo essa situação, eu acredito. E quero te ver também.

Uma ligação

Meu aniversário tinha sido no dia anterior e ela prometera me ligar. Não o fez. Na manhã seguinte, eu lia sentado ao sofá, o celular do meu lado. Tinha acabdo de reler um trecho muito bonito e me preparava para destacá-lo com um lápis quando o celular toca. Era um número estranho, com muitos zeros, e não tive dúvidas de que se tratava de uma ligação internacional.

– Sabe quem está falando?

Eu sabia. Conversamos por aproximadamente dez minutos enquanto ela se desculpava por não ter ligado no dia anterior. “E foi melhor ter ligado hoje porque você não estava mais esperando”.

Depois da conversa, retomei a leitura. Mais uma vez, li aquela passagem com a qual me deparei antes de falar com ela:

“Houve uma misteriosa troca de olhares significativos, intraduzíveis em palavras, em que tudo era verdade, e teve início uma troca de palavras, em que já não havia tal verdade”.