Toques

Ele a beija sem pressa, acreditando que está seguindo o ritmo dela. Ela, por sua vez, acredita que está seguindo o comando dele. Ambos os lábios são fartos, o dele bem vermelho, o dela doce e maciamente grosso, daqueles que dão vontade de morder. Quando se tocam, as bocas isolam tudo ao redor – só aquilo, em todo o mundo, está acontecendo, até porque naquilo se resume o mundo, para eles. Enquanto as bocas se beijam, as línguas também se buscam e se apalpam de modo igualmente calmo, como se não houvesse mais o tempo, como se aquele ato pudesse durar por toda a eternidade. É como se estivessem à procura de algo, como se tivessem uma meta, e talvez não saibam que o fim em si é precisamente essa busca por nada. Enquanto isso, ouvem-se sons baixinhos, apaixonados e meio secretos. As mãos dele tocam o corpo altamente excitante e excitado dela, que está coberto por um vestido simples e que realça a formosura daquelas curvas. Os seios são fartos, justamente como ele gosta – um tipo de exagero maravilhoso, sutil. Os mamilos enrijecem e, com o polegar, ele traça delicados círculos naquela área. Em um instante breve de interrupção, a boca dele para e, num deslocamento vagaroso, procura o mamilo dela. Os beijos ali são igualmente apaixonados, um pouco mais sonoros. Com gemidos suaves como o som de harpas, ela goza o momento. Ele passa a língua desenhando círculos em seus mamilos, e então mais uma vez envolve uma parte do seio com toda a sua boca, ao mesmo tempo em que ela lambe os dedos dele. Em seguida, volta a procurar a boca que completa tão bem a sua, como se fosse uma extensão natural. Agora, o mamilo e parte do seio estão úmidos e ainda mais firmes, o que acaba por facilitar o deslocamento das mãos e dos dedos dele. A mão dele quer também a lisura das coxas roliças, cuja superfície é igualmente macia como todo aquele corpo. Ela dança pelo terreno aquecido até a hora em que encontra a sua calcinha, bem pequena, espécie de intruso em um território onde não deve haver nenhum obstáculo. As mãos acariciam a calcinha na parte de trás e também, mas muito de leve e brevemente, na frente, em um movimento do indicador e do médio para cima e para baixo. A ação, apesar de se concentrar nas bocas, acontece por toda a extensão de ambos os corpos. Os atos se repetem e formam um ciclo, mas o que acontece nem sempre segue essa ordem.

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