O sorriso

Me lembro do seu sorriso. É puro, inocente, de menina. Começa com uma simples extensão dos lábios, e pode ser que termine ali mesmo. Mas às vezes ele se expande e acaba por revelar-lhe os dentes, ação que vem acompanhada do som do riso. Sim, é um sorriso inocente, mas os olhos… são vivos, vividos, entendem o mundo e identificam uma mentira imediatamente. Como intimidam… No sorriso da menina e nos olhos da mulher existe alguém que não consigo esquecer.

Brincadeira

No fundo eu gosto dessa sensação de não saber se ela vai estar lá, desde que haja a possibilidade da sua presença. É um jogo que jogo sozinho e do qual saio sempre perdedor. Mas ter a certeza da ausência também me deixa triste. São quatro os resultados possíveis para a brincadeira: eu vou e ela está; eu vou e ela não está; eu vou sabendo que ela está; eu vou sabendo que ela não está. Há apenas um resultado possível para mim.

Um sonho de liberdade

Para mim, uma das cenas mais bonitas do cinema.

http://www.youtube.com/watch?v=5Hfe_1Fny-Q

I have no idea to this day what those two Italian ladies were singing about. Truth is, I don’t want to know. Some things are best left unsaid. I like to think they were singing about something so beautiful it can’t be expressed in words, and makes your heart ache because of it. I tell you those voices soared higher and farther than anybody in a gray place dares to dream. It was like some beautiful bird flapped into our drab little cage and made those walls dissolve away. And for the briefest of moments, every last man in Shawshank felt free.